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O cromo é um mineral essencial
necessário para regulação do metabolismo da glicose e da insulina
( Anderson, 1998). Em 1957, Schwarz e Mertz - nutricionistas do
U.S. Agricultura Research Service - foram os primeiros a observar
a ação hipoglicemiante da levedura de cerveja, devido à presença
do cromo GTF (Fator de Tolerância a Glicose). O cromo é um
componente do GTF, substância que trabalha com a insulina para
facilitar a entrada da glicose nas células, regulando os níveis
glicêmicos. A molécula do GTF contém cromo, vitamina B3 (niacina),
e os aminoácidos glicina, ácido glutâmico e cisteína.
Deficiência de Cromo
Atualmente, 90% dos americanos com
mais de 50 anos têm deficiência de cromo, com ingestão diária de
50 mcg, segundo os doutores Richard Anderson e Adriane Kozlovsky
da Academia Nacional de Ciências, dos EUA. No Brasil, a
deficiência é semelhante (Moura, 1997).
Na deficiência de cromo, a ação da insulina é prejudicada,
comprometendo o metabolismo de carboidratos, lipídeos e
aminoácidos. Os sinais de deficiência do mineral tem sido
documentado em várias ocasiões, incluindo a elevação de glicose,
colesterol e triacilglicerol sanguíneos e diminuição da HDL em
indivíduos consumindo uma dieta normal.
Cromo e Diabetes
O cromo é indispensável para o
controle de diabetes não - dependente de insulina (Tipo II), que é
o símbolo da resistência a insulina, podendo também beneficiar os
casos de diabetes insulino - dependente ( Tipo I) e diabetes
gestacional.
O mecanismo de ação exato do cromo na função da insulina não é
completamente conhecido. Sabe-se que a suplementação do mineral
aumenta o número de receptores de insulina e a ligação da insulina
nas células vermelhas. O cromo também aumenta a utilização e a
sensibilidade das células beta para a glicose.
Vários estudos comprovam que o cromo também melhora o sistema
glicose – insulina em indivíduos com hipoglicemia, hiperglicemia,
e hiperlipidemia.
Com base nos diversos resultados positivos obtidos em diversos
estudos realizados até o momento, a suplementação deveria fazer
parte do esquema terapêutico para diabetes e para o controle das
concentrações de glicose e insulina de indivíduos sob risco de
diabetes Tipo II, ou com alterações constantes da glicemia.
Principais ações do cromo
- Potencializa a ligação da insulina.
- Aumenta o número de receptores de insulina.
- Aumenta a sensibilidade das células beta.
- Melhora a sensibilidade da insulina em geral.
-
Em suma, o cromo faz parte de um sistema glicose - insulina que
mantém o controle homeostático da glicemia no organismo, mas a
quantidade, bem como a fonte de cromo, são fundamentais para sua
efetividade.
Indivíduos com intolerância a glicose respondem bem a 200 mcg de
cromo por dia, ao passo que pacientes diabéticos (Tipo II)
necessitam de doses superiores, como 300 ou 400 mcg Cr / dia
(Anderson 1998).
Fontes de Cromo
Muitas fontes de cromo podem ser
utilizadas, mas é necessário monitorar as perdas urinárias do
mineral, a fim de assegurar que o cromo foi realmente absorvido.
Em um artigo publicado na “Nutrition & Dietary Consultant”, a
biodisponibilidade do cromo picolinato foi questionada (Ashmead,
1989). Dados clínicos mostraram que o aumento da ingestão de um
picolinato causa uma maior excreção do mineral. Então, mesmo sendo
absorvido, o cromo picolinato não é efetivamente metabolizado ou
incorporado pelos tecidos (Seal, 1988). Além disso, Revisten
(1997), verificou que a suplementação de 400 mcg de cromo na forma
de cromo picolinato resultou em aumento de peso em mulheres obesas,
não sendo uma fonte ideal para utilização clínica.
A absorção do cromo é facilitada por certos aminoácidos, os quais
irão previnir a precipitação do cromo no pH básico intestinal.
Outros fatores que facilitam a absorção do cromo é o ácido
nicotínico e o ácido ascórbico.
O zinco e o ferro diminuem a absorção do cromo, provavelmente por
dividir o mesmo mecanismo de transporte gastrointestinal (Borel,
1984). Por essa razão o cromo deve ser quelado, a fim de garantir
uma maior biodisponibilidade, sem interagir com os demais minerais.
Cromo Chelavite®
O Cromo Chelavite é o 1º composto
de uma nova classe de minerais quelatos desenvolvidos pela Albion
Advanced Nutrition, onde o mineral é quelato em aminoácido (glicina)
e vitamina (niacina-ácido nicotínico). Por essa razão é o composto
mais biodisponível, reproduzindo a estrutura teórica do cromo GTF.
Estudos comparativos comprovam que a absorção do Cromo Chelavite®
foi quase 2x maior que a do cloreto e do polinicotinato de cromo e
53% melhor que a do picolinato de cromo (Gráfico 1).
Gráfico 1:
Absorção de Cromo de diferentes compostos

Graff, D. J., Ashmead, H.H., Ashmead, H.D., 1992
Principais indicações:
- Diabetes tipo II
- Hipoglicemia
- Hiperglicemia
- Resistência a insulina
- Intolerância a glicose
- Diabetes gestacionais
- Hiperlipidemia
- Obesidade
Além do cromo, outros fatores nutricionais influenciam o sistema
glicose – insulina, como as gorduras, os vegetais, e os minerais:
cobre, zinco ferro e vanádio. (Anderson, 1997).
* Nutricionista especializada em nutrição clínica, mestranda em
nutrição humana aplicada – USP, nutricionista responsável pelo
CELANEM – Centro Latino Americano de Nutrição e Estudos
Metabólicos.
Referências bibliográficas:
ASHMEAD, H.D., Picolinic Acid Chelates, Nut & Diet Consultant
11:3, Nov 1989.
SEAL, C., Influence of dietary picolinic acid on mineral
metabolism in the rat, Ann Nutr Met 32:186 (4) 1988.
MOURA, J. G. P. A revolução dos nutrientes. Pelotas: Livraria
Mundial, 1997.
ANDERSON R A, et al, Na improved assay for biologically active
chromium, 26:1219-1221, 1978.
EVANS GE, et al, Chromium picolinate increases membrane fluidity
and rate of internalization, 46:234-250, 1992.
CELAFU WT, et al, The effect of chromium supplementation on
carbohy drate metabolism and body fat distribuition. Diabetes 46:
Suppl., 55A, 1997.
STRIFFLER JS., ANDERSON RA., Dietary chromium enhances insulin
secretion in perfused rat pancreas. J. Trace Elem Exp Med 6:75-81,
1993.
WORLD HEALTH ORGANISATION, 1973, Series Report 532, 20-24, 1973.
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