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Resumo
O magnésio e a
creatina são substâncias fundamentais para a produção de energia.
O magnésio tem um papel importante na contração muscular, assim
como no equilíbrio do metabolismo de energia e no equilíbrio
eletroquímico. A creatina, por outro lado, proporciona elevada
síntese de ATP, além disso retarda o aparecimento da fadiga e
facilita a recuperação muscular. Os benefícios musculares, tanto
do magnésio, quanto da creatina, também podem ser extendidos ao
músculo cardíaco. O composto magnésio bis-creatina quelato garante
que a creatina e o magnésio alcancem a célula muscular
simultaneamente, o que é decisivo para a otimização da performance
de ambos nutrientes.
Palavras-chave:
magnésio, creatina, função muscular, atividade física,
sistemas energéticos, ATP, função cardíaca, quelato.
Introdução
O magnésio e a
creatina estão intimamente entrelaçados na produção de energia
muscular.
A creatina tem sido
utilizada extensamente na preparação de suplementos nutricionais
para quem pratica atividade física, pois o primeiro sistema de
energia para a contração muscular é o da creatina . A creatina
acumula ligações fosfato de alta energia e as libera para a
contração.
Entretanto, este
mecanismo de acúmulo e liberação de energia é dependente de
magnésio que, sem o qual, realizaria este processo em baixíssima
velocidade, tornando-se ineficiente.
Nesse sentido, foi
sintetizada a molécula de magnésio bis-creatina quelato, cuja
ingestão garante o direcionamento adequado de ambos para a célula
muscular, otimizando a performance da creatina.
Para entender a
demanda da célula muscular por dois nutrientes simultaneamente,
será descrita a atividade de cada um deles e as vantagens da
utilização do complexo magnésio bis-creatina quelato.
Magnésio
O magnésio é um
mineral indispensável para o funcionamento adequado do organismo.
É o quarto metal mais abundante no corpo humano (21 -28 mg),
estando localizado 60% nos ossos e 40% nos tecidos moles e no
fluído extracelular, entretanto é o segundo no meio intracelular,
sendo superado apenas pelo potássio. Este fato dá uma dimensão da
importância do magnésio na intimidade das reações celulares. Atua
como cofator metálico em mais de 300 enzimas e tem papel decisivo
na produção, armazenamento e liberação de energia da célula .
O magnésio tem um
papel importante na contração muscular, assim como no equilíbrio
do metabolismo da energia e no equilíbrio eletroquímico.
A atividade física,
seja qual for a sua natureza, aumenta a necessidade de energia por
parte do organismo. Os índices metabólicos podem ser vinte vezes
superiores durante a atividade aeróbica e até cinqüenta vezes
maior durante intensa atividade anaeróbia , , . Este acréscimo na
demanda de energia exige que os níveis de magnésio estejam
adequados, pois a produção de ATP, a partir de carboidratos,
lipídeos e proteínas, não é concretizada na falta de magnésio.
Toda a energia para a contração muscular provém da hidrólise de
ATP, portanto, uma baixa concentração de magnésio no organismo
resulta em uma queda no rendimento físico, devido à diminuição da
produção de energia.
As reações do
sistema imediato de energia que inclui o ATP presente no
sarcoplasma muscular, a reação de formação de ATP a partir de ADP
+ fosfato inorgânico ( reação de mioquinase ) e o ATP formado a
partir do fosfato de creatina ( reação de creatina fosfoquinase )
são exemplos onde o magnésio exerce papel fundamental.
No músculo, 20% do
magnésio é ligado ao ATP (Mg2+ - ATP) e a maior parte do magnésio
restante fica estocada no composto cretatina-fosfato e na
parvalbumina (proteína cálcio-sensora) .
Sabemos que, mais
de 75% da população consomem uma dieta deficiente em magnésio, que
se encontra abaixo das recomendações.
Muitos dos sinais e
sintomas da deficiência de magnésio envolvem alterações no
controle neuromuscular:
- Cãibras;
- Espasmos;
- Tremores;
- Faciculações; e
- Debilidade muscular.
É possível que as contrações transitórias, espasmos e cãibras
ocorridas durante a prática de esportes de alta intensidade, podem
ser induzidas ou aumentadas por baixos níveis de magnésio.
O magnésio exibe
ainda funções antiestresse e seu metabolismo é acelerado durante
condições estressantes, como na hipoxia ou na prática de
exercícios. Outra atividade do magnésio é diminuir os sintomas da
Síndrome Pré-Menstrual (SPM), importante fator na performance de
mulheres atletas.
Creatina
Os suplementos de
creatina atingiram o mercado da nutrição há poucos anos e a sua
popularidade têm sido fenomenal. Eles são denominados como a mais
nova forma de obtenção de energia. Acredita-se que a suplementação
de creatina melhora a concentração de fosfocreatina muscular, que
proporciona uma elevada síntese de ATP, resultando no retardo do
aparecimento da fadiga e facilitando a recuperação muscular
durante repetidas séries de exercícios de alta intensidade.
Aproximadamente 95%
da creatina/fosfocreatina total do corpo ( também chamada de
fosforilcreatina) é encontrada no músculo, sendo a maior parte
localizada no músculo esquelético e no músculo liso. Os tecidos
que contém creatina são: músculo esquelético, músculo cardíaco e
todos os músculos lisos, esperma e tecido neural, incluindo o
cérebro. Em média, existem aproximadamente 120 gramas de creatina/fosfocreatina
em um homem de 70kg. Dessas 120 gramas, 72 a 80.4 gramas estão na
forma de fosfocreatina no músculo em repouso.
Aproximadamente 70%
da população que fez uso de suplementos de creatina demonstrou
aumentos na creatina muscular total. Os indivíduos que apresentam
baixa concentração de creatina no início de programas de
suplementação, geralmente apresentam os aumentos mais notáveis na
creatina muscular.
No músculo, a
creatina é convertida em fosfocreatina, que é a principal reserva
de fosfato de alta energia. Estudos demonstraram uma síntese de
fosfocreatina mais rápida após o exercício, em atletas que
suplementaram sua dieta com creatina. Isto ocorre devido a
capacidade da creatina em aumentar os níveis de fosfocreatina e
estimular sua regeneração. Descobriu-se que a creatina é mais
efetiva na obtenção de energia para atletas que praticam
atividades de alta intensidade. A creatina favorece a resistência
e a potência da performance anaeróbia, levando a uma extensão do
número de repetições de movimentos e maior liberação de força
muscular.
Tendo em vista o
extenso uso da creatina como suplemento nutricional nos últimos
anos, e com a publicidade que a creatina tem recebido dos
profissionais do esporte, é fácil entender porque há um grande
interesse na realização de pesquisas sobre esta substância e suas
formas relacionadas.
No entanto, a
capacidade da creatina promover o uso e a regeneração de ATP para
produção de energia na contração muscular, requer magnésio. Na
deficiência de magnésio, não é possível obter energia proveniente
de creatina.
Magnésio Bis-Creatina Quelato
Pelas razões
mencionadas, foi desenvolvida uma forma patenteada de creatina. O
magnésio é quelato em duas moléculas de creatina, um composto
estável, cuja absorção se dá através de transporte ativo e ocorre
no jejuno, como uma molécula de dipeptídeo comum, não sendo
hidrolizado no trato gastrointestinal. O resultado é uma molécula
altamente biodisponível que tem dois componentes essenciais para a
geração de energia no músculo: a creatina e o magnésio.
A maior parte da
energia necessária para atividade anaeróbica de alta intensidade é
derivada das reações CPK e Mioquinase.
Apesar da creatina
(como monoidrato) ter sido mostrada uma substância muito efetiva,
é importante notar que a creatina é suscetível à "transformação".
Na verdade, em solução ácida a formação de creatinina, produto de
excreção da creatina, é quase total e irreversível. A partir disto,
pode-se ver que uma grande quantidade de creatina pode ser
irreversivelmente transformada em creatinina, quando exposta às
condições ácidas do estômago. Uma vez a creatinina formada, ela
não é mais um benefício fisiológico.
A formação de um
quelato de creatina com magnésio pode proteger a creatina desta "transformação"
e fazer maiores quantidades da forma fisiologicamente ativa de
creatina, disponível para as atividades metabólicas das células
musculares e render um status de energia mais alto. Além disso,
esse composto fornecerá quantidades efetivas de magnésio
biodisponível que, junto com seus muitos outros efeitos,
trabalhará intensamente com a creatina, para aumentar a capacidade
muscular em gerar e reciclar energia na forma de ATP.
A efetividade deste
composto foi comprovada através de um estudo , realizado com ratos
que consumiram diferentes tipos de suplementos de creatina:
magnésio bis-creatina quelato, creatina, creatina + MgO, ou
creatina + magnésio aminoácido quelato. Os animais receberam as
mesmas doses de creatina e também de magnésio, na forma de MgO ou
magnésio aminoácido quelato. O grupo controle não recebeu
suplementos de creatina ou magnésio.
Os animais, em cada
grupo, foram submetidos ao exercício de nadar intensamente e
depois descansaram por 30 minutos antes de nadarem pela segunda
vez.
O grupo
suplementado com magnésio bis-creatina quelato superou o grupo
creatina e os grupos creatina + MgO e magnésio quelato no nado
inicial de potência (Gráfico 1), por uma vasta margem e ainda
ampliou sua margem de superioridade no segundo nado de resistência
(Gráfico 2).
Gráfico 1:
Tempo total de nado

Gráfico 2: Tempo adicional de
nado em relação ao grupo controle

É evidente que o
composto magnésio bis-creatina quelato tem um enorme efeito no
aumento da capacidade para gerar e ressintetizar o ATP necessário
para fornecer a energia requerida para a performance muscular.
Dado os papéis que
o magnésio e a creatina exercem na geração de energia necessária
para performance muscular , faz sentido um composto que forneça
ambos: o magnésio e a creatina, em uma forma sinérgica, que supera
a creatina administrada isoladamente.
Este novo composto
representa um avanço e uma otimização da utilização da creatina e
do magnésio, através de um conceito nutricional de última geração.
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A creatina é um
constituinte dietético legal e sua utilização é permitida pelo COI (Comitê
Olímpico Internacional), os atletas podem consumi-la como suplemento para
aumentar sua performance esportiva, pois seu uso não é considerado
“doping” |
Benefícios do magnésio bis-creatina quelato na cardiologia
Os benefícios
musculares, tanto do magnésio quanto da creatina isolados, podem
ser extendidos ao músculo cardíaco. Da mesma forma o magnésio
bis-creatina quelato nutre a célula muscular cardíaca com a mesma
especificidade na produção de energia. Isto garante uma maior
performance da célula cardíaca que se encontra em um estado de
insuficiência para exercer sua atividade normal, como na
insuficiência cardíaca, ou então naqueles cuja função cardíaca é
demasiadamente exigida, como nos atletas.
Nestas condições,
uma nutrição celular adequada garantirá concentrações compatíveis
de magnésio e de creatina, otimizando a performance do músculo
cardíaco.
Existem vários
estudos que relatam os benefícios cardioprotetores e
antiarrítmicos do magnésio . Esse mineral está cientificamente
classificado como o mais importante para o coração, no entanto
poucos cardiologistas o receitam regularmente.
O magnésio
influencia a configuração e estabilidade de fosfolípides,
membranas celulares e ácidos nucléicos, por essa razão é
importante para a manutenção da função e estrutura do miocárdio.
Além disso, mantém a pressão sangüínea normal e reduz os
batimentos cardíacos irregulares.
No balanço
eletrolítico, o magnésio é essencial como cofator em várias
reações, que contribuem para a estabilidade hemodinânica
cardiovascular e no funcionamento eletrofisiológico. Assim, a
deficiência de magnésio, que é muito freqüente, pode ser um fator
de risco para a insuficiência cardíaca. A terapia com magnésio,
tanto para a correção da deficiência, ou mesmo em altas doses
farmacológicas, é favorável para a melhora hemodinâmica do
tratamento de arritmias, encontradas em pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva.
A deficiência de
magnésio tem sido uma das principais causas da síndrome do
prolapso da válvula mitral, uma desordem freqüente, caracterizada
por sintomas que prejudicam a qualidade de vida. Lichodziewska et
al. , tentou avaliar, em 141 pacientes, como a suplementação de
magnésio alivia os sintomas causados por esse distúrbio. Os
pesquisadores concluíram que, muitos dos pacientes que
apresentavam sintomatologia intensa do prolapso, possuíam baixos
níveis séricos de magnésio e que a suplementação com magnésio
causa uma melhora na maioria desses sintomas e favorece o ajuste
da atividade adrenérgica.
Na redução da
hipertensão e do risco de distúrbios cardiovasculares, a
combinação de magnésio e medicamentos anti-hipertensivos pode ser
mais efetiva que a medicação sozinha.
Não há dúvidas de
que o magnésio exerce um impacto positivo na função cardíaca, com
base no grande número de pesquisas a este respeito. Recentemente,
os efeitos positivos da creatina na função cardíaca também foram
demonstrados.
Dados preliminares
sugerem que a suplementação de creatina pode conferir benefícios
saudáveis para pacientes hiperlipidêmicos. Indivíduos que
apresentavam colesterol total acima de 200 mg/dl, obtiveram
significativa redução no triglicérides, VLDL e no próprio
colesterol total, após 56 dias de suplementação com 20 g de
creatina monohidrato/ dia. O mecanismo ainda está sendo estudado,
mas acredita-se que a creatina possa produzir um aumento agudo na
sensibilidade hepática à insulina e diminuição da síntese de
triglicérides.
A suplementação de
creatina durante uma semana também beneficiou pacientes com
Insuficiência Cardíaca Crônica, pelo aumento da força e
resistência do músculo esquelético.
Ferraro et al.
investigou, em um estudo duplo cego com placebo, os efeitos
hemodinâmicos da creatina-fosfato em pacientes com insuficiência
cardíaca congestiva. Os pacientes estavam todos em tratamento
farmacológico convencional no momento do estudo. Àqueles que
estavam fazendo tratamento com drogas mais creatina, mostraram
melhora significativa em diferentes medidas da função cardíaca, o
que refletiu em uma melhora geral da força de contração e um fluxo
sangüíneo mais eficiente.
Uma descoberta
semelhante foi observada em outro estudo , onde 23 pacientes com
insuficiência cardíaca receberam uma dose de 5 gramas de
creatina-fosfato, e foi observada uma melhora significativa no
volume de ejeção, assim como em outras medidas da contração
cardíaca. Como estas melhoras foram observadas no tratamento agudo,
o tratamento com creatina continuou por mais seis dias e mais
vantagens foram observadas em vários outros parâmetros, que
indicaram uma melhora geral na performance do músculo cardíaco dos
pacientes.
A substituição das
válvulas cardíacas através de cirurgias é um procedimento comum
hoje em dia. A recuperação da função cardíaca e a incidência de
arritmias após esta cirurgia podem ser problemáticas. Em um estudo
com 50 pacientes submetidos a esta cirurgia, a adição de creatina
fosfato ao tratamento normal promoveu proteção do miocárdio nos
pacientes, através da redução de arritmias no pós–operatório, além
de diminuir a necessidade de outras medidas de suporte.
Ao longo de vários
estudos, Guichard propõem que a manutenção de uma concentração
alta de creatina não-fosforilada pode ajudar no combate à
incidência de distúrbios cardíacos em diabéticos.
Estes e outros
estudos abrem as portas para uma nutrição da célula muscular
cardíaca extremamente sofisticada, o que pode renovar os conceitos
e resultados em cardiologia.
Prescrição
Normalmente como
alimento, a creatina pura é utilizada em grandes quantidade no
período de loading de até 20g, seguido por doses de manutenção de
3 a 5g/dia. Entretanto, o magnésio bis-creatina quelato tem o
magnésio como critério para prescrição e sua IDR (Ingestão Diária
Recomendada) é de 300 mg/Mg/ dia.
Recomenda-se, em
geral, a quantidade de magnésio bis-creatina quelato que forneça
200 a 300 mg/Mg/dia (2,5g a 3,75g de magnésio bis-creatina). Porém,
se quantidades adicionais de creatina forem requeridas, devem ser
utilizados outros compostos como fonte, como a creatina
monohidrato.
-
Na suplementação
em esportes: sugere-se a utilização de magnésio (bis-creatina
quelato) entre 75% do IDR (225 mg/ Mg/dia), para esportistas
moderados ou não habituais, até 200% do IDR (600 mg/ Mg/ dia),
para atletas profissionais*.
-
Em cardiologia:
sugere-se doses de magnésio (bis-creatina quelato) dentro dos
limites da IDR, o que é suficiente para melhora significativa da
performance cardíaca*.
O potássio deverá
ser reposto a critério do médico assistente, pois sua perda é
acentuada na prática de esportes e na utilização de cardiotônicos
e diuréticos. O potássio não tem uma IDR, por isso utilizamos como
base de prescrição a dose de 100 mg K/dia, utilizando-se o
critério adotado pelo FDA de até 99 mg K/dia como dose nutricional
e acima de 100mg K/ dia, como dose terapêutica.
*
Nutrientes Coadjuvantes
Em ambos setores: esportes ou cardiologia, a complementação da
dieta em relação aos metais antioxidantes é fundamental para um
equilíbrio nutricional da formulação de suplementos. Assim, são
sugeridos como coadjuvantes, minerais na forma de aminoácidos
quelatos, que garantem alta absorção além de não interagirem com
outros nutrientes:
Zinco (bis-glicina quelato) IDR: 15 mg Zn/dia
Cobre (bis-glicina quelato) IDR: 3 mg Cu/dia
Manganês (bis-glicina quelato) IDR: 5 mg Mn/dia
Selênio (glicina complexo) IDR: 70 mcg Se/dia
Summary
Magnesium
bis-creatine chelate in muscular and cardic function
Magnesium and creatine are fundamental substances to the energy
production. Magnesium plays an important role in muscle
contraction, as well as in the energy metabolism balance and in
the electrochemical balance. On the other hand, creatine provides
high ATP synthesis, prevents early signs of fatigue from occurring
and facilitates muscle recovery. The muscular benefits of
magnesium and creatine can be also extended to the cardiac muscle.
The compound magnesium bis-creatine chelate assures that creatine
and magnesium reach the muscle cell simultaneously, which is a
decisive factor to the performance improvement of both nutrients.
Keywords:
magnesium, creatine, muscular function, physical activity,
energetic systems, ATP, cardic function, chelate.
*Médico,
Doutorando em Nutrição Humana Aplicada USP
Diretor médico do CELANEM - Centro Latino Americano de Nutrição e
Estudos Metabólicos
Correspondência: José João Name - CELANEM
Av. Guapira, 722 - 02265-001 - São Paulo - SP
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