Introdução

A Albion Advanced Nutrition dispõe de uma linha diferenciada de minerais quelatos que consiste na utilização de aminoácidos especiais. Esses quelatos são integralmente absorvidos nos tecidos biológicos e, por causa desses ligantes seletivos, migram para sítios específicos chamados de tecidos alvo, a fim de obterem um ação terapêutica/ nutricional diferenciada.

O objetivo dessa classe “Premium” de minerais aminoácidos quelatos é o direcionamento para um ou mais tecidos como músculos, glândulas endócrinas, tecido adiposo, órgãos reprodutores, células sanguíneas, tecidos cerebrais e sistema enzimático. Ou seja, prover um mineral específico para um determinado tecido alvo, em organismos que utilizam o sistema de transpor te de dipeptídeo.

 
 Absorção e Metabolismo

A composição de um aminoácido quelato deve permitir que ele seja absor vido como uma molécula intacta e transpor tado para um determinado tecido. Os ligantes (aminoácidos) dos metais podem apresentar propensão a específicos tecidos-alvo. Esses aminoácidos quelatos são absorvidos integralmente através do trato intestinal, via tr ansporte ativo, e são protegidos da atividade das dipeptidases. Para assegurar a estabilidade do quelato no meio ácido do estômago e intestino, a proporção ligante:mineral deve ser de ao menos 2.1 e o peso molecular não deve exceder 1000 daltons.

A AFFCO (Association of American Feed Control Officials) estabeleceu um limite máximo de peso para um metal aminoácido quelato de 800 daltons (AFCCO, 1990). Sabe-se que somente estes aminoácidos quelatos de baixo peso molecular atravessam a parede intestinal intactos (KRATZER, 1986), e que o intestino absorve o metal destes quelatos de baixo peso molecular, não como um complexo metalligante, mas como quelato polipeptídeo pequeno, geralmente uma molécula como um di ou tripeptídeo (ASHMEAD, 1985). Isto evita o processo ineficiente de ionização no intestino e seu gasto energético, impede ainda as reações químicas que interferem e reduzem a absorção dos minerais no intestino e a “requelação” necessária para transpor te de um íon metálico ou um quelato/ complexo maior.

A absorção mineral do trato intestinal pode ocorr er de duas maneiras. Após a ingestão, os sais minerais comuns são solubilizados e ionizados no pH ácido do estômago para que sejam absor vidos no duodeno ou na porção superior do intestino. Isto requer um pH relativamente baixo. O transporte do metal através das células de membrana mucosa ocorre devido ao quelamento do cátion na complexa cadeia de proteínas. Essa ligação inicia a ativação de um sistema enzimático denominado “pump”.

Ocorrem inúmeras r eações enzimáticas, no qual o cátion é movido por enzima junto ao sistema. Essemovimento é muito rápido e pára quando o cátion é deixado no interior da membrana da mucosa, onde é “requelado” por proteínas citoplasmáticas, como a apoferritina, no caso do fer ro. O cátion quelato com proteínas citoplasmáticas é posteriormente levado ao plasma.

Os metais que não foram absorvidos atr avés do duodeno descem através do intestino onde o pH é diferente. Como o pH aumenta, os íons de metais reagem com os fosfatos e outros ânions e se precipitam, onde serão posteriormente eliminados sem terem sido absorvidos.

Se o metal for liberado durante o processo de digestão, ele estará sujeito às muitas reações gastrointestinais que um sal metal comum é submetido, apesar de estar teoricamente quelado. A segunda maneira é através de transpor te ativo, como ocorre com os minerais aminoácidos quelatos.

O quelato deve ter uma constante de estabilidade forte o suficiente par a evitar interações químicas no intestino antes da absorção (KRATZER, 1986). Estas interações químicas incluem a formação de hidróxidos, fosfatos e óxidos, todos os quais poderiam quebrar o anel do quelato se a constante de estabilidade fosse muito fraca. Além disso, o ligante pode não permitir a liberação do metal no estômago ou intestino, o que permitiria a sua interação com outros íons metálicos. A constante de estabilidade do quelato deve ser mais forte que a dos ligantes presentes no intestino e da membrana celular da mucosa, a fim de preservar a estr utura do quelato intacta para a absorção. Se o quelato for suscetível à dissociação na membrana da mucosa, devido à constante da estabilidade fraca, ele irá se separar durante o processo digestivo antes de alcançar as células intestinais. Por outro lado, a constante de estabilidade não pode ser muito forte, de modo com que as células da mucosa ou outras células do organismo não consigam liberar o metal do ligante após a absorção e utilizar o mineral e os aminoácidos metabolicamente.

 
 Direcionamento Mineral: um exemplo com o Zinco Arginina

Como será apresentado posteriormente, a arginina é o aminoácido dominante dos órgãos do sexo masculino. O zinco também é de fundamental impor tância para o funcionamento desses órgãos. A fim de demonstrar o tipo de efeito ao administrar o zinco quelado com arginina ou com glicina como ligante na proporção de 2:1, foi realizado um estudo em ratos.

O zinco arginina quelato foi preparado com peso molecular de 412.2 e o zinco glicina quelato com 213.5 daltons. Foram analisados três grupos de ratos, cada grupo contendo 6 ratos, pesando aproximadamente 250 g+/-10g que r eceberam uma dosagem intravenosa de 0,06 mg de zinco contendo 10 mcg de zinco radioativo.

O grupo I recebeu o zinco quelado em arginina, o gr upo II zinco quelado em glicina e o grupo III cloreto de zinco. Cada rato foi sacrificado 24 horas pós-tratamento e os testículos e vesícula seminal de cada um foram analisados. A quantidade radioativa foi analisada a par tir da média de cada grupo e foram descritas como análises por minuto por miligrama de tecido (cc/mim/mg) na tabela a seguir:Diante dos resultados encontrados, pode-se observ ar a maior absorção do zinco arginina nos tecidos estudados,  seguido pelo zinco glicina, o qual é disperso no organismo como um todo. A absorção do cloreto de zinco foi insignificante, comprovando sua baixa biodisponibilidade.

Cumpre lembrar que todos os aminoácidos utilizados na produção dos minerais quelatos ® Albion , com exceção da glicina que não contém átomo assimétrico, apresentam-se em formas de “L” . Como são na forma natural dos aminoácidos obtidos hidrólise das proteínas.