A importância dos Minerais
Aminoácidos Quelatos
Os Minerais Aminoácidos Quelatos representam uma revolução no
conceito de suplementação mineral.
Antes do aparecimento dos Minerais Aminoácidos Quelatos, os
compostos disponíveis eram, em sua maioria, subprodutos da indústria
química, tais como o sulfato ferroso, o cloreto de cálcio, o sulfato
de magnésio etc... Os Minerais Aminoácidos Quelatos foram
desenvolvidos para nutrição. São orgânicos, seguros e bem tolerados,
como os minerais encontrados na alimentação.
Sendo assim, uma enorme gama de aplicações antes impossível foi
estabelecida, como o tratamento de anemia sem efeitos colaterais, em
menor tempo e com menores doses, ou a suplementação de magnésio por
via oral sem diarréia ou outros sintomas molestos.
A importância da Nutrição Mineral
Os minerais são nutrientes essenciais.
Estão em quase todo o metabolismo:
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Crescimento e manutenção dos tecidos |
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Produção de energia |
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Regulação dos processos orgânicos |
Os minerais essenciais têm sua função intimamente relacionada com o
metabolismo das enzimas. Considera-se que 30% das reações têm a
participação de um ou mais minerais.
Fatores que interferem na possibilidade de uma nutrição mineral
adequada
A) Deficiência do solo
Sabemos que há uma diminuição significativa de minerais em alimentos
vegetais decorrente da exaustão do solo. Estudos mostram que, em um
período de 4 anos, houve uma diminuição do conteúdo de minerais no
milho em uma mesma plantação nos EUA na ordem de 8-62%, dependendo
do mineral. Contribui para o quadro acima o uso de adubos que leva
em conta apenas as necessidades das plantas, não considerando as
necessidades humanas.
B) Refino de alimentos
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O refino de alimentos determina uma perda considerável de nutrientes
minerais. |
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Arroz branco: por exemplo, temos uma perda de 75% do conteúdo de
cromo e zinco e 26 a 45% no conteúdo de manganês, cobalto e cobre. |
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Açucar refinado: são reduzidas as concentrações de manganês, cobre,
zinco e molibdênio. |
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Farinha de trigo: pela importância que tem como alimento básico em
quase todos os países, estas perdas são importantes, como ilustra a
tabela ao lado. |
C) Diminuição de produção de ácido clorídrico
A produção de ácido clorídrico no estômago é decisiva na preparação
do alimento para absorção de seus componentes nutricionais.
A partir
dos 35-40 anos, há uma diminuição natural de sua produção no
organismo. Este fato determina um prejuízo tanto na ativação de
sistemas enzimáticos, como na hidrólise de proteínas e na ionização
dos complexos metálicos. Este é um dos fatores determinantes do
aumento da prevalência mineral nos indivíduos adultos acima dos 40
anos.
D) Seqüestro dos minerais por outros componentes da dieta
Há nos alimentos várias substâncias que, durante o processo
digestivo, reagem com os minerais, impedindo sua absorção. Estas
substâncias são chamadas de seqüestradoras. As mais comuns são:
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Filatos: encontrados nos cereais e sementes |
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Fibras: encontradas nos cereais, leguminosas, etc |
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Ácido oxálico: encontrado em vegetais, pode reduzir a absorção de
cálcio e de outros minerais. |
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Taninos: encontrados nos vegetais, sendo significativa sua presença
no café e no chá; possuem alta reatividade com ferro. |
E) Competição entre os minerais pela absorção
Mesmo estando disponíveis para absorção, os minerais competem entre
si pelos sítios de absorção na membrana mucosa. A competição entre o
cálcio e o magnésio ou entre o zinco e o cobre, entre outros, é por
vezes determinante de deficiências importantes. Por exemplo,
pequenas quantidades de leite, da ordem de 50 ml, inibem a absorção
do ferro do sulfato ferroso em até 90%.
F) Presença de minerais tóxicos no ambiente e na dieta
Minerais tóxicos, como chumbo, cádmio, alumínio e outros, tendem não
só a competir pelos sítios de absorção, mas também, depois de
absorvidos, tendem a ocupar os sítios metabólicos da enzimas,
comprometendo a função dos metais essenciais nestes sítios.
É conhecido o efeito do cádmio e sua relação agravante nas
deficiências de zinco. O cádmio liga-se fortemente com a enzima
metalotionina, que é dependente de zinco, prejudicando desta forma
sua possível ação como varredora de radicais livres. Substitui
também o zinco na molécula de superóxido dismutase, prejudicando sua
função.
G) Perdas excessivas de minerais
As perdas excessivas ocorrem em várias circunstâncias, tanto pelo
aumento da eliminação de líquidos orgânicos, através da transpiração,
diarréia ou mesmo sangramento, como por perdas metabólicas
importantes, como ocorre no stress com relação ao magnésio e ao
zinco.
O aumento do consumo metabólico é também um fator de dificiência.
Exemplo: consumo de cobre e zinco nos processos inflamatórios, onde
há uso desses minerais através de enzima anti-oxidante superóxido
dismutase.
Um fator adicional importante na deficiência são as perdas de
magnésio, zinco, e potássio após o consumo de álcool. Estas perdas
são responsáveis tanto pelos efeitos a curto prazo, como na “ressaca”,
quanto pelos efeitos a longo prazo, como occorre nos alcoólatras
crônicos.
H) Uso de medicamentos ou drogas que inibem a absorção de minerais
Os mais comuns:
1. ANTIÁCIDOS: inibem a absorção dos minerais por neutralizar o
ácido clorídrico e por competição, já que estescompostos são, em
parte, à base de sais de magnésio ou alumínio. Antiácidos contendo carbonato de cálcio pode reduzir a absorção do
cromo; aqueles à base de hidróxido de alumínio reduzem a absorção de
cálcio, ferro e fósforo.
2. DIURÉTICOS E HIPOTENSORES: eliminam potássio e magnésio, sendo
que sua reposição nem sempre é valorizada, gerando deficiências
importantes
3. LAXANTES: o aumento da motilidade intestinal e o aumento da perda
de líquidos incrementam a eliminação de minerais, como potássio.
4. ANTICONCEPCIONAIS: diminuem os níveis séricos de ferro e zinco
5. TABACO: demonstrou-se que os fumantes possuem baixos níveis de
zinco. A suplementação deste mineral diminue o risco de
arteriosclerose. Um estudo recente mostra que os fumantes têm 50%
mais chance de desenvolver impotência sexual. Este fato pode estar
relacionado com a carência de zinco, que está diretamente envolvido
na síntese e liberação de hormônios gonadotróficos.
A Deficiência Mineral na População
O quadro de prevalência de deficiências minerais é alarmante. Estas
deficiências se constituem nas doenças nutricionais mais abrangentes
em toda população mundial e servem de base para o agravamento de um
grande número de enfermidades. Temos como exemplo o ferro, cuja
deficiência atinge três quartos da humanidade, gerando um contigente
de anêmicos de mais de um bilhão de pessoas.
Biodisponibilidade
É importante que o mineral seja tão somente ingerido, mas também
absorvido em quantidades adequadas para que possa realizar suas
funções metabólicas.
Biodisponibilidade é a quantidade de um mineral que é ingerida,
absorvida, transferida para seu sítio de ação e transformada na sua
forma fisiologicamente ativa.
A biodisponibilidade, a estrutura química e as doses são
fundamentais para a escolha de um suplemento mineral.
Os Minerais Aminoácidos Quelatos
Minerais Aminoácidos Quelatos são, por definição, formados quando
duas ou mais porções separadas e únicas de uma molécula de
aminoácido formam uma ligação coordenada covalente e iônica com um
íon metálico, formando uma estrutura anelar.
Absorção
Os Minerais Aminoácidos Quelatos são absorvidos no jejuno por um
mecanismo de transporte ativo, como dipeptídeos estáveis. O fato de
não serem hidrolizados no trato gastro intestinal determina que não
sofram, em sua absorção, as interferências comuns aos sais. Isto
determina que os minerais aminoácidos quelatos sejam absorvidos em
alta proporção.
O fato de estarem ligados a aminoácidos determina, ao contrário do
que ocorre com os sais minerais, que o índice de efeitos colaterais
seja zero em doses terapêuticas.
Vantagens dos Minerais Aminoácidos Quelatos
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São compostos de alta absorção |
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São isentos de efeitos colaterais |
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Independem da quantidade de ácido clorídrico para sua absorção |
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São resistentes às substâncias seqüestradoras da dieta |
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Não competem entre si ou com os minerais da alimentação pelos sítios
de absorção |
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Não interagem com medicamentos |
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