
ARTIGOS E PUBLICAÇÕES
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MINERALS IN THE NEWS – FEVEREIRO 2012
Suplementação com cromo em indivíduos com diabetes tipo 2 recente e seus efeitos benéficos na glicose, variáveis lipídicas e HbA1c
J Trace Elem Med Biol. 2011; 25(3): 149-53.
Sharma S et al.
Este estudo analisa o efeito da suplementação com cromo sobre a glicemia, perfil lipídico e níveis de HbA1 em indivíduos recém-diagnosticados com diabetes tipo 2. Trata-se de um estudo prospectivo duplo-cego, placebo-controlado. Os indivíduos recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 (40 no total) foram divididos em dois grupos. Um grupo recebeu 42 mcg de cromo (na forma de levedura de cerveja) e o outro recebeu a levedura sem cromo. O estudo foi conduzido por 3 meses, e os sujeitos não alteraram sua alimentação nem seu estilo de vida. As medições de glicemia em jejum, HbA1c e do perfil lipídico foram realizados no início e ao término do estudo. Os pacientes que receberam cromo tiveram melhoras significativas em todos os parâmetros medidos: glicemia em jejum, HbA1c e perfil lipídico. Os pesquisadores concluíram que a suplementação com cromo foi benéfica entre aqueles recém-diagnosticados com diabetes tipo 2.
Deficiências de micronutrientes em pacientes com doença celíaca típica e atípica
J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2011; 53(3): 265-70.
Botero-Lopez JE et al.
O estado nutricional de ferro, cobre e zinco em pacientes com doença celíaca típica (TCD) e atípica (ACD) foi avaliado, em uma tentativa de estudar a extensão dos problemas digestivo e de absorção encontrados nestes indivíduos. Este estudo transversal envolveu 3 grupos: sujeitos com TCD, com ACD e controles saudáveis. As medições foram realizadas para hemoglobina, ferritina sérica, protoporfirina eritrocitária livre, Fe, Cu, ceruloplasmina, Zn, anticorpos anti-endomísio I e anti-transglutaminase tecidular, que foram submetidos ao estudo de Kruskal-WaJlis, análise de componentes principais e análise discriminante linear. Em geral, sujeitos TCD e ACD tiveram menores níveis de hemoglobina e de ferritina sérica do que os controles. Cobre sérico e ceruloplasmina também foram menores entre os sujeitos TCD e ACD. Os status de ferro e de cobre foram inferiores no grupo TCD quando comparados ao ACD. No entanto, todas as formas de doença celíaca tiveram alterações nos parâmetros que, em geral, indicaram deficiências de micronutrientes.
Deficiência de magnésio induz ansiedade e desequilíbrio no eixo HPA: modulação por tratamento com drogas terapêuticas
Neuropharmacology. 2011.
Sartori SB et al.
Estudos mostram a relação entre a homeostase do magnésio (Mg+2) e ansiedade. Tem-se demonstrado que o Mg+2 modula o eixo hipotálamo-pituitário-adrenal (HPA). O presente estudo procura testar se a deficiência de magnésio na dieta pode provocar comportamento como a ansiedade, e se isso altera a função do eixo HPA. No estudo, camundongos deficientes de magnésio demonstraram ansiedade realçada como comportamento em um grupo de testes de ansiedade estabelecidos. A deficiência de magnésio levou a um aumento na transcrição de corticotrofina liberando hormônio no núcleo hipotalâmico paraventricular e elevados níveis de ACTH, indicando uma mudança no eixo HPA. De forma geral, este estudo validou a relação entre deficiência de magnésio e estados de ansiedade. Isto pode ser em função de uma hiper-emocionalidade induzida pela hipomagnesemia, contribuindo para a desregulação do eixo HPA.
Efeito da deficiência de magnésio nas concentrações de minerais no fígado de camundongos
Biol Trace Elem Res. 2011.
Kim KH et al.
Tem-se demonstrado que a deficiência de magnésio pode impactar o metabolismo de alguns minerais, particularmente oligoelementos. Este estudo analisa o impacto que a deficiência de magnésio pode ter sobre os níveis hepáticos de minerais em camundongos. Dois grupos de camundongos jovens receberam dieta controle ou uma dieta deficiente em magnésio. Após 4 semanas, foram obtidas amostras de fígado dos animais, e os níveis de 37 diferentes minerais foram determinados através de testes semiquantitativos com ICP-MS. Os resultados mostraram que a deficiência de magnésio causou um aumento significativo nos níveis de ferro, cobre, zinco, gálio, ítrio, molibdênio, zircônio, ródio, prata e bário no fígado dos sujeitos, com uma diminuição significativa de escândio e nióbio. As concentrações hepáticas de Fe, Cu, Zn, Sc, Zr e Mo também foram medidas quantitativamente e simularam a análise semiquantitativa. Esse foi o primeiro estudo a mostrar alterações nos níveis hepáticos de Ga, Y, Zr, Mo, Rh, Ag, Ba, Sc em camundongos deficientes de magnésio. Além disso, também foi validada a utilização da análise semiquantitativa com ICP-MS para investigar níveis de minerais em tecidos animais.
