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Objetivo
Determinar se um refresco em pó
fortificado com 10 micronutrientes, em doses fisiológicas, influenciam no status
de ferro e de vitamina A e no crescimento de crianças rurais (idade 6-11 anos)
freqüentando escola primária.
Desenho
Neste estudo randomizado,
duplo-cego, placebo-controlado, as crianças foram designadas à receber, na
merenda escolar, um refresco em pó fortificado ou não-fortificado durante seis
meses.
Resultados
No início do estudo (baseline),não
houveram diferenças significativas entre as crianças do grupo do refresco em pó
fortificado e do nãofortificado em relação ao status de ferro, retinol sérico e
antropometria. Após seis meses, entre as crianças anêmicas (hemoglobina <
110g/L), houve uma melhora significativamente maior na concentração de
hemoglobinas no grupo da bebida fortificada do que no grupo da bebida
não-fortificada (9.2 e 0.2 g/L, respectivamente). Dos que eram anêmicos no
início da intervenção, 69,4% do grupo não fortificado e 55,1% no grupo
fortificado permaneceram anêmicos no final do estudo (RR: 0,79). A prevalência
de crianças com baixa concentração de retinol sérico (<200 mg/L) diminuiu
significativamente de 21,6% para 11,3% no grupo do refresco em pó fortificado
comparado com uma mudança insignificante (20,6% para 19,7%) para o grupo que não
recebeu a bebida fortificada. O ganho de peso, altura e IMC (indice de massa
corpórea) foi respectivamente 0,55kg, 0,57 cm e 0,32kg/cm2 maior no grupo que
recebeu o refresco em pó fortificado com ferro, zinco, iodo, vitamina A, C, E,
B12, B6, ácido fólico e riboflavina.
Conclusão
O refresco em pó fortificado
melhorou significativamente as medidas hematológicas e antropométricas e
diminuiu consideravelmente a prevalência de anemia e deficiência de vitamina A.
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